Viajar pra Europa no inverno – o roteiro de Christian e Ludmila pela Espanha, França, Itália, Grécia e Inglaterra

Atualizado por Rogério Milani em 05/06/2019

Se você pensa em viajar pra Europa no inverno, confira o roteiro de Christian e Ludmila pela Espanha, França, Itália, Grécia e Inglaterra

Viajar pra Europa no inverno

Viajar pra Europa no inverno – o roteiro de Cristian e Ludmila pela Espanha, França, Itália, Grécia e Inglaterra

Essa foi minha terceira consultoria com o Rogério – já fui com os roteiros para a França e Itália, para Portugal e para o Sul do Brasil. Contratei a consultoria do blogueiro com um ano de antecedência da viagem! E você pode estar se perguntando o motivo de eu contratar o Rogério mais uma vez… Te respondo que tudo está sendo um aprendizado! Agora, já sei organizar praticamente tudo numa boa, contando apenas com dicas e informações que me gerem mais segurança na consultoria. Por isso, dessa vez, eu contratei apenas a consultoria do Rogério no que diz respeito ao itinerário e transportes e solicitei informações sobre as melhores localizações em cada uma das cidades. O Rogério me enviou os links das hospedagens avaliadas por outros clientes da consultoria e também o bairro ou ponto de interesse onde seria melhor ficar hospedados.

A ordem do nosso roteiro (Barcelona, Marselha, Veneza e Atenas) funcionou perfeitamente pois todas as cidades estavam interligadas pela cultura mediterrânea (com exceção de Londres no final da viagem). Isso proporcionou uma particularidade interessante. O que eu mudaria? Talvez incluiria um stopover em Lisboa, uma cidade sempre fantástica de se visitar.

O tempo em cada cidade é relativo. e, pra gente, de três a quatro dias bastaram para lugares como Marselha ou Atenas. Na nossa opinião, mais dias só se justificam em grandes metrópoles como Londres!

20 dias entre a Toscana e a Provença

Os voos

Compramos as passagens principais por uma agência online. Infelizmente eles não possuem um bom pós-compra e não fomos informados de algumas mudanças nos voos. Aprendi que o ideal é realmente cotar pela agência e depois consultar diretamente na companhia aérea.

Internamente, os voos foram normais, com exceção da companhia Alitalia que extraviou uma mala na conexão em Roma rumo a Veneza. Ficamos cinco longos dias aguardando a entrega da bagagem em Londres. Tentamos negociar um acordo com a empresa mas infelizmente fomos compelidos a entrar com um processo. Caso isso aconteça com você, saiba mais sobre os direitos do viajante de avião em viagens internacionais e também dentro do Brasil.

Se já não bastasse isso, na véspera da viagem para a capital inglesa, descobrimos que a empresa Cobalt havia falido, nos obrigando a comprar outras passagens.

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As viagens de trem

Em nossas viagens, sempre que possível viajamos de trem pois geralmente não fazemos isso no Brasil. O mais interessante foi o percurso Barcelona – Marselha realizado pela costa do mediterrâneo em um veloz TGV.

Se você quiser fazer como a gente, o Rogério sempre indica comprar sua passagem antecipadamente por este serviço, indicado pelo blog.

As hospedagens

Todas as hospedagens foram definidas principalmente a partir de dois critérios: a proximidade com uma estação de trem para facilitar os deslocamentos, e, claro, um valor acessível!

Em Barcelona, optamos pelo acolhedor Inside Barcelona Apartments Sants por se tratar de um estúdio muito bem localizado que nos fez sentirmos como catalães.

Já em Marselha, não quisemos arriscar pois chegaríamos de noite, por isso, ficamos no Holiday Inn Express que ficava logo ao lado da Estação Saint Charles.

Em Veneza, depois de procurarmos muito, encontramos o “albergo” San Samuele. Um lugar extremamente aconchegante e situado em um local incrível, entre a Piazza San Marco e a Ponte Dell’Accademia.

Em Atenas, optamos pelo tradicional Hotel Hermes no bairro “multifuncional” Plaka – ali, tínhamos tudo a nossa disposição.

Por fim, em Londres, nos hospedamos no The Z Hotel Victoria. O quarto é realmente pequeno mas, como ficávamos o dia inteiro fora, isso não foi um problema. Por outro lado, o hotel oferecia dois diferenciais: um café dentro da suíte e queijos e vinhos no final do dia como cortesia.

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Como nos dirigimos aos locais de hospedagem

Comprovado o conselho que o Rogério mais dá: para quem pretende se deslocar pela Europa a melhor opção é se hospedar próximo as estações de trem! Geralmente elas estão conectadas pelas linhas de metrô, assim, fica fácil fazer o translado do aeroporto para o hotel, além do deslocamento interno. Desse modo, você não precisará gastar mais e pegar táxi/uber.

Fomos de trem do aeroporto de Barcelona para a Estação Sants, bastando cruzar a rua para chegarmos em nossa hospedagem. Em Marselha, como havíamos chegado de trem, o hotel ficava do outro lado da rua da estação Saint Charles. Em Veneza, não teve jeito: tivemos que pegar ônibus e depois o vaporetto até o hotel. Em Atenas o aeroporto ficava distante mas conectado por metrô a praça Syntagma, onde estava localizado o hotel. Finalmente, em Londres pegamos um trem do aeroporto de Gatwick até a estação Victoria, colada no hotel. De lá saem ônibus toda hora para o aeroporto de Heathrow.

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Ingressos antecipados e passes de transporte

Adoramos caminhar pela cidade por isso não sentimos a necessidade de comprar cartões de transporte com exceção do Oyster em Londres, que usamos para fazer o transfer até o centro da cidade. Se você tem dúvidas sobre o Oyster Card, confira aqui um post super completo sobre o cartão de transporte londrino.

Uma das vantagens de viajar pra Europa no inverno é que nós não precisamos comprar nenhum ingresso antecipado. Nem mesmo para a concorrida Igreja da Sagrada Família em Barcelona!

Se você viajar na alta temporada ou se apenas preferir garantir seus tickets de atrações turísticas e programar seus passeios de bate-e-volta comprando ingressos e passeios antecipados, o Rogério indica a Ticketbar, uma empresa confiável e com ótimos pacotes de preços e benefícios!

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Seguro viagem obrigatório

O Seguro Viagem foi uma cortesia do cartão Platinum e ele é necessário para circular com tranquilidade pela Europa. Não precisamos usá-lo, ainda bem, mas é obrigatório ter pra viajar pra lá! Se você está pensando em viajar para o Velho Continente, leia este post sobre o seguro viagem, sua obrigatoriedade e dicas.

Os procedimentos de imigração

Nossa imigração foi realizada em Portugal e na Inglaterra. Quando fomos chamados ao balcão da imigração, colocamos sobre o balcão todos os comprovantes de viagem e hospedagem que estavam em uma pasta. Acredito que isso transmitiu muita confiança para os agentes de segurança. Em Londres foi a mesma coisa – tudo transcorreu tranquilamente.

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O clima durante a viagem

Viajamos durante o inverno europeu e a temperatura oscilou entre -5º e 15º (dependendo da hora e do lugar). Na nossa opinião este é um clima que, devidamente agasalhado, qualquer brasileiro suportaria. Aliás, voltamos com a certeza de que viajar no inverno é uma opção muito interessante – eu já havia ido a Portugal no inverno com os roteiros do blog e adorei!

Internet e telefonia

O plano Família da operadora Vivo oferece gratuitamente sete diárias internacionais para cada cliente. Sendo um casal, tivemos catorze diárias – roteávamos os dados para que o outro pudesse usar e viajamos sem problemas.

Se você quiser, também pode se informar sobre o serviço de roaming totalmente gratuito na Europa!

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Comunicação em língua estrangeira

O inglês turístico é suficiente em uma viagem convencional para a Europa. O diferencial é aprender expressões nativas para ter vantagens na comunicação. Antes da viagem, por exemplo, memorizamos algumas expressões em catalão e grego.

Avaliação da consultoria

Indico a consultoria do Rogério principalmente para pessoas que não querem se sujeitar a roteiros de viagem prontos oferecidos pelas agências de viagens que fazem você se sentir “mais um na manada”. Nossa viagem foi lua de mel e a consultoria forneceu as bases para que o viajante aprenda as ferramentas e depois possa viajar montando sua própria viagem, com todas a segurança possível!

Christian e Ludmila
Uberlândia/MG
Data da viagem: janeiro e fevereiro de 2019

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Dicas para outros viajantes

• Em Veneza, fuja de ciladas. Para uma refeição rápida e barata fique com o Farini. À noite, a pedida é o restaurante Kofler. Ambos fazem um spritz maravilhoso. Mas, se for um jantar romântico, opte pela Taverna San Trovaso, mas chegue cedo pois ela lota rapidamente.

• Em Barcelona, a sugestão é a Marisqueria La Paradeta, principalmente se você reside no interior do Brasil e não está acostumado a consumir frutos do mar.

• Caminhando pelo antigo bairro Le Panier em Marselha, descobrimos uma joia. Trata-se da La Vieille Charité. O museu que já foi um hospício possui um pequeno restaurante muito concorrido. Aproveite para pedir uma Cagole, típica cerveja da cidade.

• Também em Veneza, um passeio inesquecível foi caminhar pela Riva Degli Schiavoni até o parque e depois voltar por dentro do Sestiere Castello, mas, sem consultar o GPS. Foi assim, flanando, que conhecemos a incrível livraria Acqua Alta.

• Em Atenas, experimente o churrasquinho grego (gyros) com o pão pita no animado Tzatziki.

• No estádio Panatenaico, suba até o final a arquibancada a sua esquerda e tire fotos belíssimas com a acrópole ao fundo.

• Em relação às compras, recomendo com ênfase comprar o agasalho de frio da loja japonesa Uniqlo pela praticidade. Além de aquecer bem, a jaqueta deles cabe em uma pequena sacola.

• Para fugir dos presentes óbvios, sugiro conhecer o brechó El Maniquí Vintage ou a antiga Sombrereria Obach, ambas no Bairro Gótico em Barcelona.

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Dicas para um brasileiro viajar no inverno

• Durante os passeios, faça paradas estratégicas para se aquecer tomando uma bebida quente. Aproveite para conhecer vários cafés da cidade.

• Não se preocupe com o tempo você se acostuma a usar o capuz do casaco.

• Uma das vantagens de viajar no inverno é poder reutilizar algumas roupas. Por isso, leve menos peças na mala!

• Não se assuste quando enxergar sal grosso no chão. Ele é necessário para abaixar o ponto de congelamento da água que acumula nas calçadas.

• Cuidado para não perder as luvas quando for tirá-las – aliás, acostume-se com esse infindável “tira e põe”.

• Sempre verifique a meteorologia no dia anterior. Ela irá definir não só que você irá vestir mas o que fazer no dia seguinte. Se chover, opte por um museu. Se fizer sol escolha um parque.

• No inverno siga o ditado oriental: “Pés quentes, cabeça fria”.

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1 Comentário

  1. Amei o relato e a viagem! Eu também quero! 🙂

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