Já imaginou ter a experiência verdadeira de saber como é a vida de uma família de agricultores na Serra Gaúcha? A Osteria Della Colombina proporciona o melhor da gastronomia típica dos imigrantes italianos para os turistas com uma simpatia única. Vem saber mais sobre este verdadeiro piccolo paradiso!

A Osteria Della Colombina foi criada em 2001 quando, num movimento pioneiro para a época, Odete Bettú Lazzari (essa simpatia de senhorinha aí em cima) decidiu iniciar seu empreendimento na zona rural – iniciando, assim, a chamada Estrada do Sabor, que reúne famílias de agricultores que, hoje, vivem do turismo e de receber bem.
As Osterias são hospedarias de beira de estrada dirigidas por uma família e onde são servidas refeições caseiras. O “Della Colombina” é porque Odete faz um mimo para todos os turistas – uma pombinha (colombina, em italiano) de pão deliciosa – a minha avó fazia isso pra mim quando eu era pequena, era um agrado bem típico das nonnas! 🙂

Odete reuniu, então, as receitas da sua nonna, da bisa, da tataravó italiana e, contando com a ajuda das quatro filhas Rosângela, Raquel, Roselaine e Raísa, decidiu estudar e se especializar em gastronomia e em turismo. Mas o principal ingrediente ela já podia oferecer a eles sem qualquer tipo de especialização: muito amor pela gastronomia e uma simpatia inigualável para receber as pessoas. Não é exagero dizer que Odete é a alma e a essência daquele lugar.
A família serve as refeições no porão de sua casa, que fica na Linha São Jorge (mais informações no final do post). O porão ainda é de chão batido – exatamente como eram os porões dos primeiros imigrantes italianos chegados na Serra Gaúcha, quando precisavam de um ambiente fresco e mais escuro para a maturação do salame e do queijo que eles produziam. A Osteria também oferece visitação à propriedade familiar com trilhas em meio aos pomares e parreirais.

Fomos recebidos por Raísa, uma das filhas de Odete, que conta que o trabalho na propriedade é árduo – são elas que fazem tudo: plantam, colhem, organizam, recepcionam, cozinham – mas sempre com um sorriso no rosto e a certeza de se fazer o que ama.
Além de servir almoços e jantares de gastronomia típica, a família elabora produtos como doces de frutas em pasta, geleias, compotas e conservas – todos feitos com matéria prima orgânica extraída na propriedade. Raísa contou pra gente que, antes de ter a Osteria, a família vivia da agricultura – mais especificamente, do cultivo da uva e da venda do leite.

Numa rápida olhada pelo porão onde funciona a Osteria, pode-se ver objetos decorativos típicos da “colônia”, fotografias de família (os retratos das formaturas das bravas mulheres desta família também estão todos lá), imagens antigas de santos católicos e alguns utensílios domésticos e agrícolas. Mas a grande estrela da Osteria é… a comida. E que comida!

Depois de pedir um espumante local (claro!), a primeira coisa que comemos foi uma polenta brustolada (feita na chapa) com queijo e salame caseiros, perfeita pra ir abrindo o apetite. Depois disso, chega a tradicionalíssima sopa de capeletti, a entrada mais típica da Serra e, mesmo com o calor, juro que quis repetir o prato. Maravilhosa!
Pra começar de leve, veio uma salada de folhas com tomate, pepino e a presença deliciosa do figo. Em seguida, Raísa trouxe pra gente a carne lessa, que é uma carne cozida dentro do caldo da sopa, também deliciosa e super bem temperadinha. A diferença, aqui, foi a apresentação: a carne veio cuidadosamente fatiada e com um pequeno filete de gordura, para dar mais sabor. Explico: nas casas de italianos, geralmente o pedaço de carne lessa vem inteiro no prato. Isso mostra o capricho e a preocupação em agradar os turistas dessa família.
Depois disso, veio a galinha ao molho vermelho (tão saborosa como a da minha avó!) e o nhoque a três queijos com molho de linguiça fresquinha, também preparada ali.

As porções são do tamanho ideal e, ao contrário do que se possa pensar, você não fica se sentindo “pesado” – o conceito por trás da Osteria Della Colombina é o slow food, para você degustar com calma e, junto da harmonização com um delicioso espumante e vinho locais, ter uma verdadeira experiência gastronômica. 🙂
Em seguida, mais uma receita incrível: a carne de panela à moda antiga, com pedaços de batata, cenoura e bacon – a cenoura já vou dizer que tinha o melhor sabor que senti na vida! O prato todo tinha o tempero de sálvia e cebola, algo bem típico da culinária que os imigrantes italianos trouxeram ao Brasil e um sabor de comfort food. 😉

Pra complementar o banquete, chega uma fortaia – uma espécie de omelete, também bem típico italiano. A diferença em relação ao omelete é o tempero mais acentuado e também o ponto do ovo, mais cozido. É um prato delicioso para acompanhar carnes.

Depois deste verdadeiro banquete, ainda nos arriscamos nas sobremesas: pudim e sorvete caseiro. Mas o melhor viria depois: Odete passa nas mesas com seu sorrisão característico e uma bandeja de pombinhas de pão, chamadas de colombinas, como um presente para os clientes da osteria. Repara nas carinhas de tristeza:

Em seguida, vamos fazer posts sobre outros lugares incríveis de Garibaldi e Bento Gonçalves: vinícolas, restaurantes, dicas de passeios… Pra quem quiser visitar a Osteria, fica a dica:
Serviço
Osteria Della Colombina
Estrada do Sabor – Comunidade Linha São Jorge
Garibaldi
Fones: (54) 3464 7755 e (54) 9121 1040
E-mail: [email protected]
Site: Estrada do Sabor
Facebook: Osteria Della Colombina
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Este passeio foi feito por Rogério Milani e Manuela Colla, blogueiros do Viajando Bem. Todos os gastos neste local foram pagos por nós e resolvemos divulgá-los porque nossa experiência foi positiva e mereceu um post no blog.
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